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ORGANIZAÇÃO
DA INFORMAÇÃO: PRINCÍPIOS E TENDÊNCIAS
Madalena
Martins Lopes Naves & Hélio Kuramoto (org.)
Brasília:
Briquet de Lemos / Livros, 2006
142 páginas
ISBN 85-85637-30-7
R$ 25,00
Em seu processo de devir histórico e social, a biblioteconomia
tem assumido diferentes feições, que levaram à incorporação de
novos objetivos e novas competências. Dois grandes marcos
histórios são o advento, na década de 1930, da documentação, e,
nos anos de 1960, o conceito mais abrangente de ciência da
informação. Ambas as mudanças foram marcadas pela necessidade de
ampliar o terreno de ação da bibliografia, de modo a que fosse
tratada com a devida atenção toda a crescente gama de documentos
que começavam a proliferar, na esteira dos grandes avanços
científicos do século XIX, particularmente os artigos
científicos. Hoje em dia, em nova virada histórica, a questão do
suporte da informação deixa de ser dominante. Livro, folheto,
artigo de periódico, tese, manuscrito, ou o que seja, tendem a
perder o grau de centralidade que ocupavam no cotidiano dos
profissionais da informação. Para estes e, principalmente, para
os usuários, a multiplicidade de suportes e o crescimento
incessante da produção de informações, mais o advento da
tecnologia da informação e da internet, fizeram com que se
tornasse ainda mais premente a criação de meios que permitissem,
de modo privilegiado, a identificação precisa dos conteúdos dos
suportes, inclusive imateriais, onde se registram os resultados
de pesquisas e todas as criações do labor humano. Por isso, se
diz hoje “organização da informação”. Não é pequena, portanto, a
responsabilidade que recai sobre todos os que atuam no campo da
informação. Exige-se deles não apenas o aperfeiçoamento de
técnicas antigas, de modo a ajustá-las às novas exigências da
tecnologia, mas também a descoberta de novos caminhos que
permitam a todos e a cada usuário ter acesso rápido e eficiente
às informações de que precisam. Esta coletânea reúne oito textos
que proporcionam ao leitor uma visão crítica das questões
ligadas ao armazenamento e recuperação de informações, de
algumas das soluções adotadas para essas questões, e também de
alguns caminhos abertos para a pesquisa nessa área. Sete desses
trabalhos foram escritos por professores da Escola de Ciência da
Informação da Universidade Federal de Minas Gerais e um por
pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia (IBICT).
Sumário
Apresentação 1
1 Os sentidos da leitura e a subjetividade, Lígia Maria Moreira
Dumont 5
2 Leitor-bibliotecário: interpretação, memória e as contradições
da intersubjetividade em processos de representação
informacional, Maria Aparecida Moura 22
3 A importância de Ranganathan para a organização do
conhecimento, Madalena Martins Lopes Naves 36
4 Um olhar sobre representações no universo do conhecimento: o
caso das micro e pequenas empresas, Maria Eugênia Albino Andrade
46
5 Organização do conhecimento no contexto de bibliotecas
tradicionais e digitais, Eduardo Wense Dias 62
6 Organização da informação nas bibliotecas digitais, Lídia
Alvarenga 76
7 Organização da informação para sistemas de hipertextos,
Gercina Ângela Borém Lima 99
8 Sintagmas nominais: uma nova abordagem no processo de
indexação, Hélio Kuramoto 117
Índice 138
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