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A International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), ou, em português, Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, vem, desde sua fundação, em 1927, contribuindo para a sistematização das atividades das bibliotecas e demais serviços de informação. A atuação da IFLA tem contribuído para o desenvolvimento de métodos e processos de trabalho nessas instituições, assim colaborando com o melhor intercâmbio global de informações.
É notável seu trabalho no campo das bibliotecas públicas. Há quase 40 anos, em 1973, ela publicou a primeira edição de Standards for public libraries, que teve efeitos altamente positivos, particularmente em alguns países em desenvolvimento, que nelas se basearam para elaborar normas nacionais ou, pelo menos, colocar ao alcance dos bibliotecários locais alguns princípios e critérios que norteassem seu trabalho segundo padrões aceitos internacionalmente. Em 1976, no Brasil, o Instituto Nacional do Livro e a editora Quíron fizeram a edição em português desse texto com o título de Normas para bibliotecas públicas.
Em 1986 a IFLA, deixando de lado a vertente normativa, uma vez que muitas situações, numa grande variedade de países, apresentavam características difíceis de ajustar a um mesmo padrão, optou por uma linha de trabalho em que oferecia aos profissionais recomendações, orientações, diretrizes, que apontassem caminhos e fossem mais ajustáveis a realidades múltiplas e muito diferentes. Foi assim que a palavra standards (normas) nos títulos dessas publicações cedeu lugar a guidelines (diretrizes). Nesse ano de 1986 surgiu a publicação IFLA Guidelines for public libraries, no lugar das Standards for public libraries, de 1973.
Nova mudança, mas sem abandonar o foco na decisão de oferecer diretrizes, ocorreu em 2001, com o aparecimento da primeira edição do que passava a ser uma nova publicação: The public library service: the IFLA/UNESCO guidelines for development.
O livro que o leitor tem agora em mãos é a tradução da segunda edição da obra acima, cujo original foi publicado em 2010. Estas diretrizes destinam-se a fornecer aos profissionais de biblioteconomia orientação para a implantação e desenvolvimento das atividades das bibliotecas públicas. Ajudam na prestação de melhores serviços, na formação de acervos adequados e na oferta de formatos acessíveis no contexto e em face das necessidades das comunidades a serem atendidas. Neste empolgante e complexo mundo da informação é importante que os profissionais que promovem a busca de conhecimentos, informações e as criações da imaginação sejam bem-sucedidos. Este é um dos principais objetivos destas diretrizes da IFLA.
Christie Koontz é professora do College of Communication and Information da Florida State University (EUA) e tem colaborado com a IFLA, da qual recebeu em 2011, o Scroll of Appreciation por serviços prestados a essa instituição.
Barbara Gubbin é diretora da Jacksonville Public Library, de Jacksonville, FLA (EUA). É membro da comissão permanente da seção de bibliotecas públicas da IFLA.
Sumário
Prefácio ix
Introdução xi
1 A missão e a finalidade da biblioteca pública
1.1 Introdução 1
1.2 Definição de biblioteca pública 1
1.3 Finalidade da biblioteca pública 2
1.4 Uma instituição em prol da mudança 12
1.5 Liberdade de informação 12
1.6 Acesso para todos 13
1.7 Necessidades locais 13
1.8 Cultura local 14
1.9 Raízes culturais da biblioteca pública 16
1.10 Bibliotecas sem paredes 16
1.11 Edifícios de bibliotecas 18
1.12 Recursos 19
1.13 O valor das bibliotecas públicas 19
2 A estrutura legal e financeira
2.1 Introdução 24
2.2 A biblioteca pública e o governo 24
2.3 Legislação sobre bibliotecas públicas 27
2.4 Financiamento 31
2.5 A governança da biblioteca pública 35
2.6 A administração da biblioteca pública 36
2.7 Publicidade e promoção 37
3 Atendendo às necessidades dos clientes
3.1 Introdução 39
3.2 Identificação de clientes potenciais 40
3.3 Análise das necessidades da comunidade 41
3.4 Serviços aos clientes 41
3.5 Atendimento do cliente 57
3.6 Educação dos clientes 60
3.7 Cooperação e compartilhamento de recursos 61
3.8 Redes eletrônicas 63
3.9 Acesso aos serviços 66
3.10 Edifícios para bibliotecas 67
4 Desenvolvimento de coleções
4.1 Introdução 77
4.2 Política de administração de coleções 77
4.3 Variedade de recursos 80
4.4 Desenvolvimento de coleções 83
4.5 Princípios de manutenção de coleções 84
4.6 Normas para coleções 86
4.7 Normas para instalações para informação digital 88
4.8 Programa de desenvolvimento de coleções para
bibliotecas novas 88
4.9 Taxas de aquisição e descarte 90
4.10 Administração de coleções digitais 92
5 Recursos humanos
5.1 Introdução 95
5.2 As capacidades do pessoal da biblioteca 95
5.3 Categorias de pessoal 97
5.4 Normas éticas 100
5.5 As atribuições do pessoal da biblioteca 101
5.6 Quantitativos de pessoal 102
5.7 Formação exigida dos bibliotecários 102
5.8 Treinamento 102
5.9 Desenvolvimento de carreira 104
5.10 Condições de trabalho 104
5.11 Voluntários 106
6 A administração das bibliotecas públicas
6.1 Introdução 108
6.2 Competências gerenciais 108
6.3 Montagem e manutenção de redes de bibliotecas 114
6.4 Administração financeira 114
6.5 Administração dos recursos da biblioteca 115
6.6 Administração do pessoal 115
6.7 Planejamento e desenvolvimento de sistemas
informatizados 116
6.8 Administração das mudanças 116
6.9 Delegação 117
6.10 Ferramentas de administração 118
7 O marketing das bibliotecas públicas
7.1 Introdução 126
7.2 Ferramentas de marketing 126
7.3 Política de marketing e comunicação 131
7.4 Relações públicas 132
Apêndices
1 Manifesto da IFLA/UNESCO sobre a
biblioteca pública 137
2 Lei de bibliotecas da Finlândia (904/1998) 141
3 Carta de compromisso com os clientes –
Buckinghamshire County Library 146
4 Normas para edifícios de bibliotecas –
Ontário (Canadá) e Barcelona (Espanha) 148
5 Atualização do manifesto da IFLA 150
6 Normas e diretrizes para bibliotecas
públicas de Queensland 153
Lista geral de recursos da IFLA 156
Índice 161


