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Discurso de paraninfo na
formatura de alunos
de Biblioteconomia na UnB,
do segundo semestre
de 1998
Uma dessas
inquietações cuja origem jamais conseguimos identificar me assedia
sempre que me defronto com uma palavra que me soa estranha, bela ou
incompreensível. Ao receber, com muita alegria e até uma certa
perplexidade, o convite para ser paraninfo desta turma de graduandos
logo passou a me inquietar a palavra que, pela primeira vez, apesar
de mais de 40 anos de atividade no campo das bibliotecas e da
informação, era usada para me atribuir o papel que ora procuro
assumir em solenidade que se reveste de tanto significado e tanta
emoção.
Se me perguntava sobre as razões do convite também me perguntava
sobre o sentido de ser paraninfo. E esta palavra começou a descrever
estranhos caminhos em minha mente, ressoando aqui e ali, esbarrando
em cognatos e suscitando rimas ricas e pobres, aliterações,
decompondo-se em fonemas e sílabas, relembrando-me sons e sonhos. De
tanto repetir-se e chocar-se nas paredes do crânio, ia perdendo
sentido e forma, matizes e sombras, ritmo e harmonia. Dissolvia-se.
Era já um som informe, disforme, ressoando em mil ecos inúteis na
caixa de ressonância onde o cérebro já dava mostras de desconforto.
Passados alguns dias reorganizei as idéias, desisti de indagar sobre
a razão do convite e resolvi ir às origens para poder me situar
melhor no papel que me havia sido solicitado desempenhar. E
mergulhei em tempos passados o que me levou a saber que, na Grécia
antiga, nýmphe era a moça, geralmente bela (lembremos do
sentido atual de ninfeta), era a noiva, era “a que está
coberta com um véu”, e ser paranýmphe era estar ao lado dela
(pará, em grego), e por extensão ao lado ou conduzindo os
nubentes. Para os romanos, que herdaram dos gregos o mesmo sentido,
havia a paranympha (madrinha da noiva) e o paranymphus
(padrinho do noivo). O conceito original é o mesmo do padrinho, do
latim patrinus, que é o diminutivo de pater. Aquele
que substitui o pai, que protege. Figura comum a praticamente todas
as cerimônias iniciáticas (e o casamento é uma delas), de quase
todos os povos, o paraninfo está hoje, porém, muito distante de suas
origens etimológicas. Em espanhol pode ser não só aquilo que agora
estou procurando ser, mas também o salão nobre de universidades ou
aquela pessoa que nessas instituições profere a aula magna. E em
francês pode ser a saudação feita a quem se diploma.
Dei-me conta de que a análise etimológica do termo ao mesmo tempo
que me aproximava também me afastava do sentido que a palavra tem
hoje em português. A melhor aproximação seria encontrada talvez numa
síntese de quase todos os referentes que estiveram presentes na
história dessa palavra. Está claro para todos nós qual é a
denotação que hoje a palavra possui, soma talvez de todas suas
denotações ao longo da história, significados antigos que são
ressaibos que nos evocam conotações que acrescentam à palavra uma
espécie de substrato histórico que lhe confere vitalidade.
Assim, sou aquele que saúda vocês nesta solenidade em que a
sociedade e o Estado lhes conferem o reconhecimento de que estão
capacitados a exercer a profissão que escolheram. Sou aquele que,
pelo hipotético saber e experiência, ou pela ancianidade, põe-se ao
seu lado para testemunhar que vocês detêm as qualidades que
reivindicam possuir. Sou aquele que lhes dá as boas-vindas e os
saúda na ocasião em que concluíram com êxito mais uma etapa de suas
vidas. Deveria ainda protegê-los e, se os tempos ainda fossem os de
dantes, quando dos jovens se esperava que ouvissem a voz do “saber
de experiências feito”, caberia ao paraninfo apontar caminhos e
aconselhar quanto à atitude mais apropriada que se deve assumir
quando a vida nos exige definições.
Ao fazer essas considerações etimológicas sobre a palavra paraninfo
dei-me conta de que se as fizesse sobre a palavra que designa nosso
ofício, ou, melhor ainda, sobre a palavra que designa o local típico
onde vocês porão à prova suas novas habilidades, certamente me
defrontaria com uma arqueologia de sentidos. Qual a proximidade que
existe entre nosso conceito hodierno de biblioteca e aquele que se
revelaria se fôssemos entender o significado da palavra
biblioteca pela análise dos elementos que a compõem? Afinal, o
primeiro elemento refere-se à cidade epônima de Biblos, na Fenícia.
Lá se fabricava um excelente papiro (em grego, pápyros) e,
por causa disso, do mesmo modo que champanha tornou-se designativo
de vinho branco espumante, seja ou não produzido na região vinícola
de denominação controlada de Champagne, na França, o papiro
procedente de Biblos passou a ser o bíblion, tanto o suporte
quanto o produto feito com esse suporte. Finalmente o segundo
elemento teca (do grego théke, cofre, estojo,
escrínio, “qualquer estrutura que forma um invólucro protetor”
(Aurélio)) designava um armário, uma estante “ou outro qualquer
objeto em que se guardam os livros” (Saraiva)? Bastará hoje apenas
dizer que uma biblioteca é o “lugar onde se guardam os livros”? E
que o bibliotecário é aquele que “tem a seu cargo a guarda e
conservação de uma biblioteca”?
É
claro que a proximidade é bem pequena entre esses dois momentos
históricos, embora tudo que o conceito antigo de biblioteca denotava
esteja cada vez mais presente em nossas atividades. Certamente
guardamos os livros e cuidamos das bibliotecas. Mas serão essas
operações, evidentes e superficiais, as que realmente refletem o
sentido social de nosso ofício? Serão as funções percebidas há mais
de dois mil anos exata e exclusivamente as que realizamos até hoje?
Profissão longeva e que surgiu e se desenvolveu à sombra de valores
por assim dizer hagiológicos (a biblioteca como templo, o livro
como objeto sagrado, o sentido misterioso, litúrgico, do ato de ler,
o leitor que se deixa ser possuído pelo autor (aquilo que nos tempos
antigos se chamava entusiasmo, literalmente ser possuído
pelas divindades), etc.) seria inevitável que carregasse consigo o
peso desses valores atribuídos ao principal objeto de sua atividade
e ao local que os abrigava. Faça-se o levantamento da iconografia do
livro e da leitura na história da pintura e se verá a aura com que o
artista procurou apresentar a relação entre o leitor e o objeto da
leitura. Tudo isso parecia obscurecer a finalidade última das
atividades da biblioteca e do bibliotecário que era e é possibilitar
a leitura, o acesso aos conhecimentos e informações registrados,
propósitos que tanto podem fortalecer a obediência e a complacência
quanto exaltar a rebeldia e o inconformismo.
Para se perceber isso talvez seja adequado recuarmos à época
anterior à invenção da escrita. Certamente então os autores, se é
que eles existiam, eram seus próprios livros. Quer dizer, na cabeça
de cada um deles construíam-se os “textos”, ou melhor, as narrativas
que, para existir, precisariam ser recitadas e, repetidas, poderiam
ser memorizadas por outros. A criação intelectual dava-se toda
internamente, no cérebro, e só adquiria vida e criava vida quando se
externava. Não havia leitura, mas recitação a partir de um “texto”
memorizado. O mesmo se dá ainda hoje nas sociedades ditas ágrafas.
A
invenção da escrita e do livro multiplicaram quase ao infinito a
aptidão de produzir mensagens e, por conseguinte, as pressões para
que essas mensagens fossem difundidas e conservadas. O instrumental
de recursos técnicos que a sociedade desenvolveu para dar conta
dessas pressões só atingiu seu apogeu durante os últimos 500 anos,
basicamente a partir da invenção da imprensa. Foi nesse período que
o livro, como o conhecemos, e as técnicas biblioteconômicas se
desenvolveram, sendo que estas evoluíram de modo mais sistemático a
partir de meados do século passado, e são, portanto, relativamente
jovens. Nesses anos todos o livro foi o melhor exemplo da invenção
que parece ter nascido sem a necessidade de sofrer retoques. Em
primeiro lugar porque Gutenberg não propôs nenhuma alteração radical
da forma do objeto livro; sua revolução consistiu no processo de
produção do objeto. Do ponto de vista da forma, do design, o
livro alterou em muito pouco o formato de códex do livro manuscrito,
este sim que havia alterado por completo o formato de rolo até então
prevalecente. Como produto de design avançado, pode-se mesmo
dizer que o livro já nasceu hegemônico e essa hegemonia tem
persistido até hoje. Todas as mudanças tecnológicas até hoje
ocorridas em relação ao objeto livro visaram a otimizar e
aperfeiçoar o formato original.
O
mesmo talvez se possa dizer em relação às bibliotecas até o advento
das redes de comunicação e transmissão de dados. A biblioteca de
1953, quando comecei a trabalhar, era bastante semelhante à
biblioteca de 1853 ou de 1453, quando Gutenberg ainda talvez
estivesse imprimindo seu primeiro livro. Os materiais poderiam
apresentar alguma variedade além daqueles impressos em papel, como o
livro e o periódico. Já se incorporavam os suportes de imagens, como
a fotografia, o filme e o microfilme, de sons, como os discos e os
fios, depois fitas magnéticas. Mas a hegemonia ainda era do suporte
em papel.
Há uma pergunta no ar. É possível considerar que as bibliotecas de
hoje são iguais às de 1953? A introdução de materiais não-impressos
principalmente no período de 1960 a 1980 — sua inserção no universo
do leitor/ouvinte/espectador — alterou a imagem do acervo e levou à
incorporação no processo de leitura dos sentidos da audição e visão.
A biblioteca, porém, continuava sendo um lugar aonde iam os
interessados. Mesmo quando ela se mobiliza, por meio de veículos ou
outros recursos que aproximam parte de seu acervo dos usuários,
estes continuam precisando locomover-se até onde se encontrem esses
recursos.
E
assim, aproximamo-nos ou nos afastamos cada vez mais do sentido
etimológico da palavra biblioteca? Aproximamo-nos ou nos afastamos
cada vez mais do sentido cultural e social da biblioteca que
vigorava nos idos de 50 deste século?
Essas perguntas, que não são novas, readquirem pertinência e
contemporaneidade em face das mudanças tecnológicas ocorridas nos
últimos dez anos, particularmente na área da informática e das
telecomunicações. Se antes se questionava a hegemonia do livro como
produto mais adequado à veiculação de informações e conhecimento,
agora questiona-se com ênfase incisiva o papel da próprias
bibliotecas e surge a figura da biblioteca dita virtual,
principalmente desde que existe a Internet. Será esta a questão
essencial? Ou não será a questão essencial entender e facilitar os
meios para que se dê da forma, mais benéfica possível para todos, a
integração do conceito do livro com esse novo recurso?
E
se há algo no ar que pode mudar a relação do leitor com o livro, do
leitor com a biblioteca, esse algo é a Internet, ou qualquer outra
solução que venhamos a ter no futuro que preserve as características
essenciais do livro e da rede de comunicação. Agora, sim, temos algo
que pode alterar substancialmente aquela relação que se mantinha
estável há mais de dois mil, três mil ou cinco mil anos, relação que
exigia que o leitor se dirigisse, se locomovesse até a biblioteca,
por mais próxima que ela estivesse. Agora, pela primeira vez e de
forma confortável, o leitor pode ter acesso a textos de seu
interesse (não todos, é claro) sem sair de sua casa ou local de
trabalho. Em face de tudo que se acha depositado nas mais
importantes bibliotecas do mundo, o que temos disponível na Internet
é ainda uma migalha. Mas é uma migalha que já começa a fazer
sentido, principalmente no campo da literatura científica.
São milhares os títulos de periódicos que se oferecem com texto
completo na Internet. O profissional da medicina que, por exemplo,
esteja usando, gratuitamente, a partir de seu computador doméstico a
base de dados Medline, poderá, uma vez identificadas as referências
de seu interesse, comprar os textos completos dos artigos que
estejam disponíveis em formato eletrônico diretamente de seus
editores ou de empresas que centralizam o fornecimento de títulos de
mais de uma editora. Ou, se se tratar de um periódico ainda não
disponível em formato eletrônico, poderá fazer a encomenda de uma
cópia a um fornecedor externo, acessando-o de imediato por meio das
ligações (links) constantes do sítio (site) que
estiver consultando.
Essas mudanças mudam evidentemente o perfil e o comportamento dos
usuários, e provavelmente mudam também suas necessidades e os modos
como eles usam ou usarão a informação. Mudam e mudarão as
bibliotecas no seu conteúdo e nas suas relações com o usuário.
Não esqueçamos, porém, o fato de que nos bastidores de tudo isso
encontram-se estruturas bibliotecárias, ou que atividades
semelhantes às que hoje têm como objeto o livro estarão sendo
realizadas em outro contexto. Os mesmos problemas suscitados pelo
aumento exponencial da produção de livros e que inspiraram Ortega y
Gasset a proferir seu famoso discurso sobre a missão do
bibliotecário — fundamentalmente um filtro que se interpõe entre a
proliferação descontrolada de publicações inúteis e o leitor —
colocam-se hoje, e de forma multiplicada, para os usuários da
Internet. É preciso, mais do que nunca, saber selecionar as fontes a
que se tem acesso tão fácil na rede global, do mesmo modo que
precisamos saber selecionar as fontes impressas que serão
incorporadas a nosso acervo. Os problemas da representação dos
documentos de modo a torná-los recuperáveis fazem com que se dedique
ainda maior questão a uma técnica que muitos consideravam
dispensável: a catalogação que, no contexto da WWW, recebe o apelido
de metadados. E até mesmo a classificação tão execrada pelos adeptos
da indexação automática mostra que tem seu lugar quando, cansado de
rolar pelos itens de uma lista imensa de respostas a uma consulta
num dos engenhos de busca, sinto saudades daqueles escaninhos onde
eu sabia que encontraria informações sobre meu tema de interesse,
independentemente do nome que lhe fosse dado no universo de
informações ao meu dispor. E fico mais tranqüilo quando vejo surgir
a opção da busca por categorias nesses engenhos de busca. A base de
dados resulta do trabalho de análise e indexação feito muitas vezes
em bibliotecas ou instituições assemelhadas. O fornecimento de
cópias de artigos pressupõe a existência de coleções organizadas. A
antiga técnica de disseminação seletiva encontra espaço, por
exemplo, até na livraria virtual que nos faz recomendações baseadas
no perfil elaborado a partir de compras que fiz anteriormente e até
com sugestões sobre os livros que foram comprados sempre que alguém
comprou outros determinados títulos. E, como se não bastasse, o
velho fantasma da censura e da intolerância assedia as novas
tecnologias, assim como assediou e ainda assedia a biblioteca. A
censura passa a se chamar filtro, sentido que nos reporta, ainda que
com outro sentido, à mesma expressão usada por Ortega y Gasset, nos
idos de 30.
Alguns autores antevêem o dia em que a produção do texto estará de
tal forma integrada com as atividades posteriores de análise e
armazenamento da informação, que aquelas atividades hoje feitas
pós-publicação estarão inseridas num único processo contínuo.
Alguns dos países mais adiantados estão implementando programas de
bibliotecas digitais, de modo que possam estar disponíveis na
Internet, com as facilidades de interação que essa rede propicia.
Esses e outros avanços tecnológicos certamente estão influindo e
influirão cada vez mais nas atividades que vocês irão desenvolver.
Para quem, como eu, aprendeu a ler trabalhando numa velha tipografia
gutenberguiana, que ganhou a vida, em diferentes momentos, como
revisor, jornalista, bibliotecário, professor de biblioteconomia,
livreiro e editor, o mundo da palavra impressa tem sido presença
dominante em seu cotidiano. Não me deixo levar pela ilusão de que
quando utilizo os recursos da editoração eletrônica para produzir os
livros que edito, esteja realizando uma atividade essencialmente
diferente daquela que exerço como gráfico amador, manuseando tipos
de chumbo numa oficina tipográfica. Continuo lidando com registros
escritos e com a leitura. Mas, quando me ligo a uma biblioteca ou a
uma base de dados, por meio da Internet, e encontro, com maior ou
menor demora, a resposta à dúvida que me impede de avançar no meu
trabalho, sinto que aí existe uma diferença essencial em relação à
biblioteca tradicional.
Altera-se a relação entre leitura e texto. Entre autor e leitor.
Entre edição e difusão. Acho que foi McLuhan que disse certa vez que
com o advento das copiadoras modernas qualquer um poderia ser seu
próprio editor. E agora então com a Internet? Cada autor é seu
próprio editor.
Quando a humanidade se volta para as expectativas de mudanças que
viriam com um novo milênio, isso, independentemente das motivações
míticas ou místicas, deve servir para que tenhamos sempre em mente
que mudanças ocorrem a cada segundo, a cada instante. Que certo
estava Heráclito quando disse que jamais entramos duas vezes no
mesmo rio. Que certo estava Camões quando disse que somos todos
compostos de mudanças tomando sempre novas qualidades. Mas, nesse
processo de devir incessante e imperceptível é bom que lancemos
marcos, que façamos constar que em determinado ponto a acumulação de
ínfimas novas qualidades fez eclodir uma situação de fato diferente.
Este é um dos momentos em que lançamos um desses marcos. Aqui
damo-nos conta de que todos atingimos um desses instantes em que o
acúmulo de novas qualidades nos faz mudar de situação. Sentimos que
temos algo de diferente. Que ao recebermos novas qualidades passamos
a desempenhar novos papéis e que alteram nossos vínculos e nossas
relações.
Gostaríamos que, ao nos aproximarmos do término simbólico deste
milênio, as possibilidades de uma plena realização profissional
fossem mais auspiciosas do que aquelas que nos são prometidas por
mais uma fase de crise e carência. A necessidade de alegrar-se com o
término deste ciclo de mil anos não pode ocultar o fato de que ainda
carecemos de motivos que nos garantam que o porvir será alegre. A
luta que agora encetarão para ingressar no mercado de trabalho
dar-se-á em época de evidente redução de oportunidades. A escola não
ensinou a vocês como superar esses desafios, mesmo porque não é esse
o seu papel. Agora é quando cada um terá de fazer valer seu denodo,
sua criatividade, seu empenho e sua capacidade de auto-superação
para saber encontrar, fora dos caminhos tradicionais de emprego e
trabalho, os meios de tornar produtivos os conhecimentos adquiridos.
De símbolos e emblemas são feitas nossas vidas. De significados e
sentidos que, por meio de cerimônias e liturgias, atribuímos a tudo
que nos cerca. E os significados e sentidos de que se revestem esta
solenidade implicam o compromisso ético de que, como bibliotecários,
e acima de todos os obstáculos — tecnológicos, políticos, econômicos
e culturais —, não deixaremos em nenhum momento de deixar de
promover a aproximação entre os leitores — esta categoria eterna — e
os materiais de leitura, por mais diversos e imprevisíveis que
possam ser.
Ao concluir, consigno a todos vocês os meus agradecimentos pela
lembrança de meu nome para vir aqui saudá-los. Sei que, embora
distante do ensino, e não tendo tido a alegria de trocar com vocês
conhecimento e experiências, é provável que nos tenha aproximado o
vínculo que a palavra impressa criou entre nós. Suponho que um outro
texto que tive outrora a ingenuidade de escrever haja criado essa
ponte. Suponho que um outro texto de outros autores que hoje tenho a
audácia de publicar haja motivado o convite.
Com vocês e seus familiares e amigos, compartilhando dos mesmos
sentimentos, regozijo-me pela conquista que alcançaram do diploma de
bibliotecário. Esta foi uma batalha ganha, mas a luta continua.
Muitas felicidades e muito obrigado.
Brasília, 11 de
março de 1999.
Solenidade
realizada no Memorial JK.
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