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Estado da arte em
informação científica digital
no tema das
ciências sociais
Apresentado na Reunião Internacional de Especialistas em
Informação Científica Digital, promovida pelo Centro
Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde
(BIREME) e a Unesco, em São Paulo, de 26 a 27 de março de 2002
O primeiro
passo a dar neste trabalho seria dizer quais são as ciências
sociais. Trata-se de questão tão controvertida quanto
classificar, de modo a encontrar unanimidade de aceitação, quais
são as ciências exatas, as ciências experimentais ou as
humanidades. Não foi à-toa que surgiu a divisão simplista das
ciências em rígidas (hard) e flexíveis (soft).
Proposta um tanto irônica e falaciosa, pois não só pressupõe, a
depender do ponto de vista do observador, que o que é hard
é confiável, posto que científico, e o soft, não. Ao
procurar definir ciências sociais e diferençá-las das
humanidades, o grande especialista em comunicação científica
A.J. Meadows esquivou-se sub-repticiamente, apelando para duas
citações que na realidade não esclareceram a situação. Uma
dessas citações, a menor, já mostra com que grau de desconfiança
quem não é cientista social vê as ciências flexíveis: “Aqueles
que pensam e chegam a algum lugar são matemáticos. Aqueles que
pensam e não chegam a lugar algum são filósofos. Aqueles que não
pensam e chegam a algum lugar são cientistas naturais. Aqueles
que não pensam e não chegam a lugar algum são humanistas.”
1
Maurice Line, que estudou profunda e minuciosamente
as necessidades de informação e os hábitos de utilização da
informação em ciências sociais, no Reino Unido, reconhece que,
com exceção de sociologia, ciência política e economia, não
existe consenso quanto àquelas que seriam as outras disciplinas
formadoras dessa grande área. Segundo ele, a maioria das pessoas
incluiria nessa área, além das três consensuais, a antropologia
social, a psicologia e a administração; algumas pessoas
incluiriam a educação e outras, a história. E acrescenta que “o
fio comum está em que a disciplina tem a ver com seres humanos
que interagem ou agem em grupos. A interação de seres bastante
imprevisíveis com outros seres bastante imprevisíveis resulta
num amplo terreno de instabilidade e incerteza.”2
Se se abre o leque de opções de modo a se abranger as ciências
humanas, a quantidade de disciplinas ou subáreas cresce
bastante. A título de exemplo, a lista de 376 periódicos que
possuem texto completo disponível em linha no campo das ciências
sociais (Social science online periodicals), difundida
pelo centro de documentação em ciências sociais e humanas da
Unesco, cobre: ciências administrativas (administração, negócios
e ética, desenvolvimento); antropologia; bibliografia; ciência
cognitiva (lingüística e psicologia); economia; demografia; meio
ambiente; ciências sociais em geral; história; assistência
humanitária; humanidades, cultura & sociedade; justiça e direito
(criminologia, direitos humanos); metodologia; filosofia
(religião, ética); ciência política; psicologia; bem-estar
social; sociologia; e estudos femininos e de gênero.
Para facilitar as coisas, neste trabalho,
consideram-se ciências sociais aquelas disciplinas que aparecem
mencionadas nos objetivos das revistas que se dizem de ciências
sociais, revistas essas que, por sua vez, são selecionadas para
terem artigos seus incluídos em bases de dados que alegam ser
bases dedicadas às ciências sociais. Assim, conforme resulta do
exame da tabela 1, as ciências sociais seriam, em ordem
alfabética: antropologia, ciência política, demografia,
economia, geografia, história e sociologia. Convém esclarecer
que uma ou outra base de dados das que foram examinadas incluem
alguns títulos de direito, artes e literatura, os quais não
foram incluídos na tabela mencionada.
Ciências sociais no Brasil
Apesar de
haver uma longa tradição de estudos sociais no país, muitos
autores atuais consideram que esses estudos eram em sua maior
parte de caráter diletante, amadorístico ou pré-científico.
Diletantes ou pré-científicos, o fato é que sempre houve,
principalmente a partir de meados do século XIX, uma intensa
produção bibliográfica na área dos estudos históricos. Esses
estudos foram impulsionados pelo apoio de Dom Pedro II à criação
e manutenção do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de
seus congêneres em diversas províncias do Império. O período que
vai, grosso modo, da Maioridade à Proclamação da República foi
marcado no plano cultural e político pela busca ou definição da
identidade nacional, esforços esses que tinham como fulcro o
estudo do processo de formação da nação, além, evidentemente,
dos embates políticos do momento. Em face da carência de
universidades, e uma vez que os estudos superiores estavam
limitados aos campos tradicionais do direito, medicina e
engenharia, não é de surpreender que esses estudos encontrassem
como nicho institucional os citados institutos históricos e os
cursos de direito. Sem excluir a possibilidade de até mesmo no
ambiente dos cursos de engenharia e medicina, ou da carreira
militar, surgirem alguns expoentes do pensamento social
brasileiro, característica que não havia de todo desaparecido em
pleno século XX. Não era vedado aos interessados que professavam
as áreas das ciências exatas e experimentais a prerrogativa de
se aventurarem em estudos e meditações nas áreas sociais e
humanísticas. E da lavra desses homens surgiram obras que até os
dias atuais são imprescindíveis aos estudos brasileiros, algumas
delas tendo alcançado repercussão ainda hoje inatingida por
obras egressas do mundo da academia institucionalizada.
De grande parte dessa produção bibliográfica ficou-nos o legado
do monumental Catálogo da exposição de história do Brasil,
de 1881, obra já reeditada duas vezes e que se constitui em
fonte imprescindível de consulta para muitos pesquisadores das
ciências humanas e sociais no Brasil.
É praticamente a partir da década de 1930, com o
surgimento da Universidade do Distrito Federal, da Escola de
Sociologia e Política de São Paulo, da Universidade de São Paulo
e da Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, que
aparecem os primeiros estudos formais na área das ciências
sociais em sentido estrito, particularmente sociologia, economia
e antropologia. Essas escolas receberam professores
estrangeiros, especialmente franceses, cuja atuação foi
influente nessas disciplinas e também na história.
Apesar da ditadura que vigorou de 1930 a 1945, houve um grande
avanço dos estudos sociais, talvez devido aos resíduos inerciais
do impulso que tivera no século anterior a investigação centrada
na busca da identidade nacional, do caráter nacional, da chamada
realidade nacional, enfim, da compreensão ampla do processo de
formação do povo brasileiro. Esses anos assistem ao surgimento
de clássicos como
Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre, Raízes do
Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, Formação do Brasil
contemporâneo (colônia), de Caio Prado Júnior, e de um
fenômeno editorial cuja importância somente veio a se atenuar
nas últimas décadas do século XX: as séries bibliográficas tendo
como eixo o estudo do Brasil de seus mais variados ângulos, de
que foram os exemplos mais notáveis a coleção Brasiliana, da
Companhia Editora Nacional, e a coleção Documentos Brasileiros,
da Livraria José Olympio Editora. É ainda nesse período que se
fundam duas instituições que até hoje exercem papel
importantíssimo na realização de estudos relacionados com a
realidade brasileira: o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e a Fundação Getúlio Vargas, ambos com longa
experiência na coleta, organização e difusão de informações
primárias essenciais para estudos demográficos, socioeconômicos,
políticos e históricos.
Nas quase duas décadas que medeiam de 1945 a 1964
ampliaram-se, com o retorno ao regime democrático, as condições
favoráveis ao surgimento de iniciativas de caráter institucional
que contribuiriam para o desenvolvimento das ciências sociais.
Surgem basicamente dois tipos de instituições: as de caráter
governamental ou semi-governamental, que iriam coletar e produzir
informações econômicas, políticas e sociais, e as de cunho
acadêmico, voltadas para o ensino e a pesquisa.
A
estrutura ainda incipiente do setor sofre golpe gravíssimo com o
advento da ditadura militar de março de 1964. Com o passar dos
anos, e superada a fase mais violenta do arbítrio, tem início um
processo de rearticulação de professores e pesquisadores em
torno de organizações não-governamentais, bem como das
universidades onde isso era possível, além do que, dentro do
próprio aparelho de estado, profissionais da área das ciências
sociais vão pouco a pouco abrindo condições para a sua
institucionalização. Mario Brockmann Machado deixou um curioso
depoimento acerca dessa situação. Em 1975 ele foi trabalhar na
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), onde participou “do
processo de construção institucional das ciências sociais no
Brasil, iniciado pela Fundação Ford”. Diante do clima
repressivo, precisava, em suas palavras, “camuflar” os projetos
de ciências sociais, como foi o caso do primeiro pedido de apoio
institucional ao Instituto de Pesquisas Universitárias do Rio de
Janeiro (IUPERJ), em 1977, que foi enviado para a Secretaria de
Planejamento, em Brasília, entre os projetos do Instituto
Militar de Engenharia e da Embraer.3
Em estudo que realizou sobre a formação da
comunidade científica no Brasil, Simon Schwartzman tocou
brevemente na questão da especificidade das ciências sociais
quando cotejadas com as ciências exatas ou de base experimental.4
Parece-me evidente que essa especificidade ou diferença
reflete-se também na questão da comunicação e da informação em
ciências sociais. Pelo menos é certo que no Brasil a informação
científica dessas duas áreas do conhecimento – a das exatas e a
das sociais – não apresenta as mesmas características de
desenvolvimento e tampouco as mesmas necessidades. Mas, para não
simplificarmos demais a situação, talvez conviesse lembrar as
palavras do mesmo Simon Schwartzman no sentido de que talvez
coubesse “[...] examinar também o que se produz em termos das
ciências sociais que se pretendem mais acadêmicas e científicas;
em que medida, por exemplo, a incorporação dos estilos e
procedimentos próprios da atividade acadêmica (sistemas de
peer review, revistas especializadas, cursos de
pós-graduação, congressos científicos, etc.) produzem de fato
resultados significativos, ou não vão além da simples cópia dos
estilos de outras disciplinas para efeitos de prestígio e
reconhecimento.”5
Voltemos à questão da especificidade, que, no contexto
britânico, foi assim vista por Maurice Line. As
características dessa especificidade tornariam, inclusive, as
ciências sociais menos suscetíveis ao controle bibliográfico de
sua produção intelectual, devido a: notável diversidade entre as
diferentes ciências sociais, inerente instabilidade do conteúdo
temático, falta de terminologia que seja comum ao longo do tempo
e entre os diversos países, fortes vieses políticos e nacionais,
punições de somenos no caso de duplicação de pesquisas, e
aparente falta de interesse da parte dos cientistas sociais pela
melhoria dos serviços de informação.2
Jannice Monte-Mór, em trabalho de 1987, que
continua válido em suas considerações essenciais, chamou atenção
para as diferenças e até a discriminação, inclusive no âmbito
das organizações internacionais, entre serviços de informação em
ciências exatas e os das ciências sociais. Ela faz uma boa
análise da história dos esforços para se introduzir, no Brasil,
alguma forma de controle bibliográfico eficaz. Em matéria de
esforços para superação das deficiências no setor, a autora
lembra a atuação que chegou a ter a Fundação Ford, durante a
ditadura militar, para fortalecer a área de informação em
ciências sociais. Disso surgiu o Grupo de Documentação em
Ciências Sociais, cujas atividades, porém, não tiveram grandes
conseqüências. Esse é um texto bastante informativo e para ele
encaminhamos o leitor interessado numa visão histórica mais
detalhada.6
A situação
atual
Grande parte
das informações factuais de que se valem os pesquisadores das
ciências sociais, principalmente em economia e sociologia, são
captadas e processadas por órgãos governamentais e algumas
instituições particulares de direito público, como acontece com
algumas fundações federais, estaduais e municipais. Esses
serviços de informações estatísticas puderam, em prazo
relativamente curto, migrar para o modo de recuperação em linha,
porque haviam iniciado suas operações com o emprego de técnicas
informatizadas. O IBGE foi pioneiro na utilização de máquinas de
processamento da informação com cartões perfurados, já na
realização do censo demográfico de 1920. Assim, a história do
tratamento digital da informação estatística tem hoje mais de 80
anos. É provável que a existência de um órgão nacional dinâmico
e cujos procedimentos no campo da coleta de dados estatísticos
são de certa forma normativos, que é o caso do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), haja contribuído
para a relativamente rápida evolução da informatização do setor
de informações estatísticas. Ao lado do IBGE destaca-se,
particularmente na área econômica, a atuação da Fundação Getúlio
Vargas (FGV) e do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA),
cujas bases de dados estão acessíveis na Internet.
Para
os pesquisadores de ciência política é relevante a base de dados
do Tribunal Superior Eleitoral, com estatísticas sobre eleições
a partir de 1994. Este é um caso de um serviço que poderia
oferecer uma cobertura que abrangesse séries históricas mais
amplas, uma vez que esses dados existem em formato impresso pelo
menos desde 1945.
Em
alguns estados, existem órgãos locais que coletam e difundem
informações estatísticas, como, por exemplo, em São Paulo, a
Fundação SEADE, em Minas Gerais, a Fundação João Pinheiro, no
Paraná, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e
Social (IPARDES), no Distrito Federal, a Comissão de
Desenvolvimento do Planalto Central (CODEPLAN), no Rio Grande do
Sul a Fundação de Economia e Estatística, e também organizações
não-governamentais,
das quais
o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-Econômicos (DIEESE) é um dos mais importantes. Convém
ainda citar, a título de exemplo, a atuação da Fundação Carlos
Chagas, que recentemente colocou à disposição dos interessados
um banco de dados sobre o trabalho das mulheres, com séries
históricas a partir de 1970. Este é um exemplo de
reacondicionamento e agrupamento de informações numéricas
oriundas de diferentes fontes de domínio público tendo como alvo
uma clientela mais específica ou diferenciada.
Na Biblioteca Virtual de Economia, do portal Prossiga, do CNPq/IBICT,
encontra-se uma relação bastante extensa de bases de dados
numéricos de interesse para os pesquisadores de economia.
As publicações primárias
A partir
de diversas fontes fizemos um levantamento dos periódicos
científicos de ciências sociais. Não é exaustivo, mas certamente
contém uma amostra significativa dos títulos atualmente editados
na área. As principais fontes que utilizamos foram: as listas de
periódicos indexados ou cadastrados em: Researching Brazil
Bibliographic Index (Duke University Library), Sociological
Abstracts, Handbook of Latin American Studies, Data
Índice (Instituto Universitário de Pesquisas), Hispanic
American Periodicals Index (HAPI Online), Latindex, Latin
American Network Information Center (University of Texas),
Social and Human Sciences Documentation Center (Unesco), List of
Brazilian Serials for 2002 (Library of Congress Office, Rio de
Janeiro), bem como o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações
Seriadas mantido pelo Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência Tecnologia (IBICT). Também nos valemos de notícias
veiculadas no boletim eletrônico Ciências Sociais no Brasil,
da Fundação Getúlio Vargas. Vários sítios da Internet foram
examinados, merecendo destaque os de algumas universidades e
sociedades científicas, bem como o projeto Scielo e as
bibliotecas virtuais de economia e ciências sociais incluídas no
portal Prossiga, do CNPq/IBICT.
Chegamos a 177 títulos, que pertencem às áreas antes
mencionadas e mais educação, psicologia e ciência da informação,
devido ao fato de estarem contempladas entre as ciências sociais
aplicadas e ciências humanas na lista de periódicos incluídos
nesse projeto Scielo. Esses 177 títulos são considerados
correntes pelas fontes examinadas, mas convém ter em mente que a
tradição da comunicação científica no Brasil exige que se
considere com razoável tolerância o conceito de corrente. A
agonia de um periódico científico pode ser lenta e cheia de
surpresas, e não é fácil emitir um atestado de óbito. É quase
certo que foram omitidos alguns títulos que ainda circulam, e
incluídos outros que já desapareceram. De qualquer modo
acreditamos ser uma amostra válida, para o objetivo deste
trabalho. Se não conhecêssemos, mesmo por aproximação, o
universo dos periódicos impressos, não nos seria possível ter
uma idéia do que representa, no quadro geral, o conjunto dos
periódicos que se apresentam em forma digital.
Tabela
1.
Quem publica os periódicos impressos
%
Universidades e faculdades públicas
83 46,89
Universidades e faculdades privadas 25 14,12
Instituições não-governamentais
18 10,16
Instituições públicas de pesquisa 16 9,03
Sociedades
científicas 16
9,03
Instituições governamentais 15 8,47
Editoras
privadas 3 1,69
Editora +
universidade pública 1
0,56
As
universidades públicas respondem por quase a metade dos
periódicos publicados em ciências sociais. Se a elas forem
somados os estabelecimentos privados de ensino e as instituições
públicas de pesquisa, a participação do setor de ensino e
pesquisa passa para 70% do total.
Desses 177 títulos 40 apresentam-se como eletrônicos, existindo
quase todos também em formato impresso em papel. Desses 40
periódicos eletrônicos 16 estão presentes no Scielo. Como se
sabe, a metodologia adotada pelo Scielo determina que os títulos
ali presentes ofereçam duas formas de apresentação, para atender
de modo mais completo aos requisitos técnicos característicos de
um produto que aproveite os recursos de navegabilidade da
Internet e também à comodidade de leitura em formato impresso em
papel.
Tabela
2.
Quem publica os periódicos eletrônicos
%
Universidades e faculdades públicas 16 40,00
Instituições públicas de pesquisa
9 22,50
Instituições governamentais
7 17,50
Universidades e faculdades privadas
3 7,50
Instituições não-governamentais
3 7,50
Sociedades
científicas 2
5,00
Assim, a
publicação dos periódicos eletrônicos, pelo menos por enquanto,
continua na mesma situação dos periódicos impressos, em que é
mínima a participação das sociedades científicas. Chamamos a
atenção para este fato porque existe, particularmente na área
das ciências rígidas, uma perceptível preocupação com a
publicação de periódicos ditos institucionais, isto é, que não
estejam sob a égide da neutralidade e da exogamia que seriam
garantidas pelas sociedades científicas. Apesar disso, embora
não esteja identificado nas tabelas, encontramos um número
pequeno, mas que acreditamos venha a crescer, de periódicos
surgidos no âmbito de programas de pós-graduação e a eles
vinculados, destinados à divulgação de trabalhos de docentes e
discentes desses cursos. Com as facilidades da edição eletrônica
será natural o surgimento de novos títulos subordinados a
unidades de ensino.
No que tange aos periódicos eletrônicos, predomina a
publicação dúplex, isto é, a forma eletrônica é derivada da
forma impressa e com ela coexiste. (Foram pouquíssimos os casos
de periódicos exclusivamente eletrônicos, sendo apenas dois
voltados para a publicação de resultados de pesquisas.) Houve um
caso de distribuição do texto em formato de imagem, mas se
tratava de uma coleção retrospectiva de um único título que
havia sido gravada em cederrom. Temos praticamente o formato
digital sendo utilizado como um mecanismo de distribuição do
produto gráfico sem qualquer característica que o torne superior
do ponto de vista do usuário ao produto impresso. Comparando-se
nossa situação com a escala do processo “evolutivo” rumo a uma
era totalmente digital, sugerido por Lancaster,7
constituído de seis etapas, estaríamos ainda na segunda etapa.
Na primeira etapa a informática é utilizada apenas no processo
de produção de uma publicação impressa; na segunda etapa,
acrescenta-se a distribuição do mesmo texto em formato digital
(o que chamamos publicação dúplex). Com o advento da terceira
fase é quando surgem periódicos inteiramente novos, criados no
ambiente digital e para serem distribuídos por meio eletrônico,
embora ainda guardem em sua forma vestígios de sua herança
genética, ou melhor, tipográfica. Temos alguns exemplos dessa
terceira fase, mas ainda tão no começo que se torna difícil
fazer uma avaliação.
É
auspicioso observar que, talvez sob a inspiração do projeto
Scielo, a idéia de um centro agregador de publicações
eletrônicas talvez já esteja a contagiar outras instituições, se
assim pudermos inferir a partir do exemplo do Centro Virtual de
Estudos Políticos da Universidade Federal de Minas Gerais, que
tem o objetivo de montar uma biblioteca virtual de textos e
publicações eletrônicas. No momento já produzem os periódicos
Conjuntura política e Teoria e sociedade, além de
terem digitalizado a coleção completa (1974–1980) dos
Cadernos do DCP.
Segundo Lancaster, a partir do quarto estádio é que
os periódicos eletrônicos passam a incorporar uma gama maior de recursos oferecidos pela informática, quando incorporam interação
entre leitores e autores, há a utilização de recursos de
multimídia até, finalmente, haver uma integração dos recursos de
interação/colaboração com os recursos de multimídia. Embora essa
previsão de Lancaster haja sido feita em 1985, o fato é que
algumas de suas idéias foram ou estão sendo concretizadas.
Vejamos, por exemplo, algumas das características
que se acham presentes numa importante revista médica (British
medical journal) e que ilustram muito bem o que significa a
interatividade no processo de comunicação científica. Em cada
artigo dessa revista, por sinal acessível gratuitamente na
Internet, o leitor encontra:
vínculo
com o endereço eletrônico do autor do artigo
vínculo
entre o número da referência no texto para a referência
propriamente dita no final do artigo
vínculos
para artigos do mesmo autor
opção de
visualizar um texto abreviado do artigo (não é o resumo)
recurso
que permite encaminhar o artigo para um amigo
vínculo
com a referência do artigo na base PubMed (Medline) o que abre
novas possibilidades de buscas
mostra
referências de artigos afins na base PubMed
permite a
importação da referência do artigo que esteja sendo visualizado
para um programa de gerenciamento de citações, como
o EndNote ou ProCite
vínculo
que possibilita a fácil busca no Medline de artigos do(s)
mesmo(s) autor(es)
emite um
alerta para o leitor no momento em que novos artigos vierem a
citar o artigo que estiver sendo
visualizado
vínculo
que leva da citação do artigo na lista de referências para um
sítio onde o texto completo ou o resumo desse artigo esteja
disponível.
As únicas
características de hipervínculos que encontramos nos periódicos
eletrônicos de ciências sociais que examinamos foram os vínculos
com os endereços eletrônicos dos autores, com outros trabalhos
do mesmo autor presentes na biblioteca (quer dizer, os
periódicos do Scielo) e com o sistema Lattes de currículos de
pesquisadores (não em todos os casos).
A oferta de textos antigos ou clássicos de difícil
obtenção constitui, para certos pesquisadores das ciências
sociais, uma grande ajuda na realização de seus trabalhos. Nessa
linha é importante ressaltar o trabalho de digitalização de
publicações oficiais seriadas feito pelo Projeto de Imagens de
Publicações Oficias Brasileiras do Center for Research Libraries
e o Latin-American Microform Project. Estão hoje disponíveis na
Internet as Mensagens dos presidentes das províncias
(1830–1930), as Mensagens executivas (1889–1993), os
Relatórios ministeriais (1821–1960) e o Almanak
administrativo, mercantil e industrial do Rio de Janeiro
(1844–1889). A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, implantou
recentemente um projeto de livros eletrônicos, sendo de se
esperar que logo se tornem disponíveis documentos que, por seu
número e relevância, venham a ser utilizados pelos cientistas
sociais.
As
bases de dados bibliográficos em ciências sociais
No artigo
já citado de Jannice Monte-Mór estão evidentes os percalços por
que têm passado as ciências sociais no que tange à organização
de um repositório sistemático e confiável da produção
bibliográfica brasileira na área. Esgotados os esforços heróicos
e de todas as formas louváveis da Fundação Getúlio Vargas e do
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, nos tempos
da Bibliografia brasileira de ciências sociais, foi
somente graças ao esforço do Instituto de Pesquisas
Universitárias do Rio de Janeiro (IUPERJ) que se passou a contar
com o Data Índice, única base de dados bibliográficos dedicada
exclusivamente ao campo das ciências sociais, com cobertura das
publicações periódicas brasileiras.
Convém lembrar que o Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, no período de 1986 a 1990,
publicou o periódico Sumários correntes brasileiros: ciências
sociais e humanas, no molde, tanto quanto possível, dos
Current contents. Como resultado do processo de produção dos
Sumários correntes teríamos uma base de dados
multidisciplinar. Se esse trabalho não houvesse sido suspenso,
mas, sim, melhorado e ampliado, seria razoável supor que hoje a
comunidade de pesquisadores em ciências sociais e humanas
disporia de um controle bibliográfico bastante satisfatório.
As bases de dados que, no momento, indexam
periódicos brasileiros de ciências sociais, e que estão
disponíveis na Internet são:
Data Índice. IUPERJ.
HLAS online (Handbook of Latin American Studies). Library
of Congress Hispanic
Division. 1936.
Hispanic American Periodicals Index (HAPI Online).
University of California Latin
American Center.
Researching Brazil Bibliographic Index. Durham, NC: Duke
University Library.
CLASE:
Citas latinoamericanas en ciencias sociales y humanidades.
Universidad Nacional Autónoma de México.
Produção científica no Sistema de Currículos Lattes, do CNPq.
Algumas
bibliotecas brasileiras, universitárias e especializadas, mantêm
catálogos em linha de acesso público onde se encontram
referências a artigos de ciências sociais publicados em revistas
brasileiras. A Rede Virtual de Bibliotecas do Congresso
Nacional, coordenada pela Biblioteca do Senado Federal, de que
participam as bibliotecas da Câmara dos Deputados e do poder
judiciário, mantém bases de dados de artigos de periódicos e de
jornais, que podem ser úteis aos cientistas sociais. A
Biblioteca do IBGE também indexa periódicos brasileiros que têm
interesse para as ciências sociais, e o mesmo acontece nas
bibliotecas da Fundação Carlos Chagas, Fundação Joaquim Nabuco,
e também em algumas bibliotecas universitárias. Em geral, porém,
os artigos são selecionados para indexação com base na demanda
prioritária dos usuários da instituições a que pertencem as
bibliotecas, e, por isso, embora sejam serviços úteis, não se
pode afirmar que tornem prescindível a existência de um programa
abrangente de controle bibliográfico em ciências sociais, nos
moldes do que acontece, por exemplo, na área biomédica, com o
trabalho desenvolvido pela Bireme, no Brasil, e, de forma
multidisciplinar, com o International Consortium for the
Advancement of Academic Publications (ICAAP).
A base de dados de produção científica, que é
um subproduto do sistema de currículos Lattes, do CNPq, tem
características próprias que a distanciam do ideal de uma base
de dados bibliográficos construída com o rigor metodológico e a
obediência a normas e critérios internacionais exigidos por esse
tipo de empreendimento. O objetivo dessa base da produção
científica é o de relacionar a produção científica de
“pesquisadores com bolsas em vigência no CNPq”, e ela conta com
cerca de três milhões de referências em todas as áreas de
atuação desses pesquisadores. O total de currículos individuais
alcança mais de 20 000, num universo de mais de 11 000 grupos de
pesquisas identificados no país. Desse total de grupos de
pesquisas, segundo dados do ano 2000, um total de 5 720 (50,56%)
pertence às áreas das humanidades (3 144), ciências humanas (1
675) e ciências sociais aplicadas (901).
Comparem-se esses índices com a participação dos
periódicos de diferentes áreas na distribuição de recursos do
Programa de Apoio a Publicações Científicas do CNPq para edição
de periódicos tradicionais, para o ano de 2001. Verifica-se que
as três áreas sociais/humanísticas (ciências humanas,
letras/artes e ciências sociais aplicadas) recebem 23,44% do
total de recursos, embora editem 39,41% dos 137 títulos e os
respectivos grupos de pesquisa correspondam a mais de 50% do
total. Há explicações para isso que não passam pela questão da
discriminação: as revistas das áreas flexíveis são de produção
mais barata, a produção científica seria menor (54 títulos
contra 83), a periodicidade é menor, etc. Mas, seria o caso de
perguntar: e essas diferenças gerais em detrimento das ciências
sociais e humanas não seriam o resultado de um processo
cumulativo de tratamentos desiguais?
Um dos elementos que poderiam orientar os
consulentes nesse arquipélago de fontes de informação seria um
portal atual e eficiente. O portal Prossiga, do CNPq/IBICT,
dentro de suas bibliotecas virtuais temáticas, apresenta a
Biblioteca Virtual de Ciências Sociais (sociologia, antropologia
e ciência política), que é organizada e mantida pelo Programa de
Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia e o Programa Avançado
de Cultura Contemporânea, ambos da Universidade Federal do Rio
de Janeiro. Essa página apresenta lacunas e, nos últimos dias,
estava inacessível. Existe ainda uma Biblioteca Virtual de
Economia e uma outra de estudos culturais. Em notícia divulgada
no Prossiga, informa-se que a partir de 2002 as bibliotecas
virtuais temáticas estarão voltadas “prioritariamente” para as
áreas/temas dos fundos setoriais, os quais, como se sabe, não
contemplam as ciências sociais e campos afins.
Menciona-se, no mesmo local, que está sendo
realizado um levantamento das bases de dados brasileiras
disponíveis na Internet, para assim criar um mecanismo mais
fácil de acesso a elas.
Conclusões
Permanece
válida a observação, feita por mais de um autor, de que as
ciências sociais, em matéria de organização e disseminação das
informações bibliográficas que produzem e de que precisam,
enfrentam tratamento discriminatório em benefício das ciências
de base experimental. As realizações ocorridas nesse setor têm
sido fragmentárias, isoladas, sem maior apoio das instituições
de financiamento. Inexiste uma instituição de
ensino/pesquisas/serviços, que, sem solução de continuidade ao
longo dos anos, tenha podido se afirmar como fonte de
iniciativas e metodologias no campo da informação documental. A
transição para a era da informática e da telemática está sendo
feita com dificuldades, pois não se trata de uma evolução
natural, como se deu em outros setores e em outros países.
Queremos dizer que, em muitos países, quando a Internet surgiu,
muitas bases de dados bibliográficos nacionais estavam
estruturadas e também já existia, no setor editorial, uma
razoável experiência com a geração de textos de forma
eletrônica. Os periódicos eletrônicos que existem praticamente
nada acrescentam em termos de flexibilidade de uso e
interatividade aos periódicos impressos. Sugerimos que sejam
feitos estudos sobre a viabilidade de o projeto Scielo ser
ampliado, inclusive com a oferta de treinamento intensivo aos
responsáveis por periódicos eletrônicos; avançar na publicação
de periódicos eletrônicos para que chegue a uma situação de
maior interação e cooperação entre autores, leitores e editores;
estudar a possibilidade de ampliar a cobertura e melhorar a
qualidade em geral do Data Índice, para que o mesmo se
transforme na base de dados por excelência de publicações
brasileiras em ciências humanas e sociais, incorporando os
desenvolvimentos já encontrados em outras bases de dados,
principalmente os mecanismos eletrônicos de solicitação e
obtenção de cópias de documentos; fortalecer os portais das
ciências sociais como um todo ou de suas disciplinas, e
criá-los, quando necessário, mantendo-os eficientes e
atualizados.
Referências
1. Meadows,
A.J. A
comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos / Livros,
1999, p. 42–43.
2. Line, Maurice B. Social science information – the poor
relation. INSPEL, v. 33, n. 3, p. 131–136, 1999.
3. Machado,
Mario Brockmann. A Fundação Ford, a FINEP e as ciências sociais.
In: Miceli, Sergio
(org.) A Fundação Ford no Brasil. São Paulo: FAPESP;
Ed.
Sumaré, 1993, p. 99–105.
4. Schwartzman,
Simon. Formação da comunidade científica no Brasil. Rio
de Janeiro: FINEP; São Paulo, Ed. Nacional, 1979. 481 p.
5 ———.
A
institucionalização das ciências sociais na América Latina.
Trabalho apresentado na reunião sobre Estado e Ciências
Sociais na América Latina, Brasília, maio de 1989 (reproduzido
em www.airbrasil.org.br/simon/csocial.htm). Também
pertinente ao tema: O lugar das ciências sociais. In: ———. A
redescoberta da cultura. São Paulo: Edusp, 1997
(reproduzido em www.airbrasil.org.br/simon/redesc/csociais.htm)
6. Monte-Mór,
Jannice. Documentação em ciências sociais. Ciência da
informação, v. 16, n. 1, p. 3-12, jan./jun.
1987.
7. Lancaster,
F.W. The paperless society revisited. American libraries,
v. 16, n. 8, p. 553–555, 1985. Cit. por:
Tenopir, Carol;
King, Donald.
Towards electronic journals; realities for scientists,
librarians, and publishers. Washington, DC: SLA
Publishing, 2000, p. 327.
Anexo 1
Periódicos eletrônicos
1
Afronotícias. Rio de Janeiro. Universidade Cândido Mendes.
Informativo quinzenal distribuído por correio eletrônico,
publicado pelo Centro de Estudos Afro-Asiáticos.
www.ucam.edu.br/unidades/ceaa/html/afronoticia.asp
2 Anais
do Museu Histórico Nacional. Rio de Janeiro. Edição fac-similar,
feita em cederrom, de toda a coleção publicada de 1940 a
1998. Disponível na Rede no formato de imagem.
www.museuhistoriconacional.com.br
3
Análise conjuntural. Curitiba. Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econômico e Social.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ipardes.gov.br/publicacoes_aconjuntural.html
4 BNDES
setorial. Rio de Janeiro. Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.bndes.gov.br/conhecimento/bnset/
5
Boletim de conjuntura. Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
6
Boletim de finanças públicas. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
7
Boletim de integração latino-americana. Brasília. Ministério das
Relações Exteriores.
Edição dúplex. Formato HTML
www.mre.gov.br/UNIR/webunir/BILA/LISTA.HTM
8
Boletim de política industrial. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
9
Boletim mercado de trabalho. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
10 Brazilian electronic journal of economics.
Recife.
Universidade Federal de Pernambuco.
Editado apenas em linha. “The first Brazilian
economics journal published entirely on line.”
Formato
dos resumos: HTML. Formato do texto: PDF. Formato do texto até
1999: HTML.
www.beje.decon.ufpe.br
11
Cadernos CEDES. Campinas. Centro de Estudos Educação e
Sociedade.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
12
Cadernos de ciência e tecnologia. Brasília. Embrapa.
Edição dúplex. Formato PDF.
www.embrapa.br/novidade/publica/abre.htm
13 Cena
internacional. Brasília. Universidade de Brasília.
Exclusivamente eletrônica. Importação em formato PDF.
www.relnet.com.br/pgn.cena.lasso
14
Ciência da informação. Brasília. Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
www.ibict.br
15 Como
vai a população brasileira? Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.
Edição
dúplex. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
16
Conjuntura online. Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Exclusivamente em linha. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/ipeapupe.html
17
Conjuntura política.
Exclusivamente em linha. Formato HTML.
http://cevep.ufmg.br/bacp/default.htm
18
Csonline: revista eletrônica de ciências sociais. Juiz de Fora.
Universidade Federal de Juiz de Fora.
Exclusivamente em linha. Formato HTML.
www.csonline.ufjf.br/csoiex.htm
19 Dados:
revista de ciências sociais. Rio de Janeiro. IUPERJ.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
20
Educação & sociedade. Campinas. Centro de Estudos Educação e
Sociedade.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
21
Educação e pesquisa. São Paulo. Universidade de São Paulo.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
22
Estudos afro-asiáticos. Rio de Janeiro. Universidade Cândido
Mendes.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
23
Estudos de psicologia. Natal. Universidade Federal do Rio Grande
do Norte
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
24
História, ciências, saúde: Manguinhos. Rio de Janeiro. Fundação
Oswaldo Cruz
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
25 Imprim@atur:
revista virtual de ciências humanas. Florianópolis. Univ. Fed.
Santa Catarina.
Exclusivamente em linha. Formato PDF. Último fascículo
disponível: dez. 1999.
www.cfh.ufsc.br/~imprimat/
26 Mana:
estudos de antropologia social. Rio de Janeiro. Museu Nacional
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo.
www.scielo.br
27 Omnes
urbes - Todas as aldeias: revista virtual de antropologia.
Florianópolis. UFSC.
Exclusivamente em linha. Formato PDF.
www.cfh.ufsc.br/~aldeias/projeto/projeto/htm
28
Planejamento e políticas públicas. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada
Edição dúplex. Formato PDF
www.ipea.gov.br/pub/ppp/ppp/ppp22.html
29
Políticas sociais: acompanhamento e análise. Rio de Janeiro.
Instituto de Pesq Econ Aplicada
Exclusivamente em linha. Formato PDF.
www.ipea.gov.br/pub
30
Psicologia. São Paulo. Universidade de São Paulo.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
31
Psicologia: reflexão e crítica. Porto Alegre. Universidade Fed
do Rio Grande do Sul.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
32
Psicologia: teoria e pesquisa. Brasília. Universidade de
Brasília
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
33
Revista BNDES. Rio de Janeiro. Banco Nacional de Desenvolvimento
Ec e Social
Exclusivamente em linha. Formato PDF.
www.bndes.gov.br/conhecimento/publicacoes/catalogo/revista.asp
34
Revista brasileira de ciências sociais. São Paulo. ANPOCS
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
35
Revista brasileira de história. São Paulo. Assoc Nac Professores
Universit História
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
36
Revista brasileira de política internacional. Brasília.
Instituto Brasil Relações Internac
Edição dúplex. Formato PDF.
www.ibri-rpbi.org.br/rbpif.lasso
37
Revista de antropologia. São Paulo. Universidade de São Paulo
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
38
Revista de sociologia e política. Curitiba. Universidade Federal
do Paraná
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF, no Scielo
www.scielo.br
39 Tempos
gerais: revista de ciências sociais e história. São João del-Rei.
UFSJR.
Edição dúplex. Formatos HTML e PDF.
www.decis.funrei.br/rtgerais/
40 Teoria
e sociedade. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas
Gerais.
Exclusivamente em linha. Formato PDF
http://cevep.ufmg.br/publicacoes/teoria.htm
Anexo 2
Lista
geral de periódicos de ciências sociais
*
Periódico eletrônico. ** Periódico eletrônico disponível no
Scielo.
1
Acervo: revista do Arquivo Nacional.
Rio de Janeiro. 1986.
2 Acta
amazonica. Manaus. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
1971.
3
África: revista do Centro de Estudos Africanos. São Paulo.
Universidade de São Paulo.
1978.
4 Afro-Ásia. Salvador. Universidade Federal da Bahia. 1965.
5 *
Afronotícias. Rio de Janeiro. Universidade Cândido Mendes.
6
Alceu: revista de comunicação, cultura e política. Rio de
Janeiro. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
7
Ambiente e sociedade. Campinas. Universidade Estadual de
Campinas. 1997.
8
América hispânica. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Rio
de Janeiro.
9 Anais
da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro.
1876.
10 *
Anais do Museu Histórico Nacional. Rio de Janeiro. 1940. (Edição
fac-similar (1940–1998), na Rede.)
11 Anais
do Museu Paulista; história e cultura material. São Paulo. 1922.
12 Anais
do Museu Universitário da Universidade Federal de Santa
Catarina. Florianópolis. 1968.
13 *
Análise conjuntural. Curitiba. Instituto Paranaense de
Desenvolvimento Econôm Social (IPARDES). 1979.
14
Análise & conjuntura. Belo Horizonte. Fundação João Pinheiro.
1986.
15
Análise econômica. Porto Alegre. Universidade Federal do Rio
Grande do Sul. 1983.
16 Anos
90. Porto Alegre. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
1993.
17
Antropolítica. Niterói. Universidade Federal Fluminense. 1995.
18
Anuário antropológico. Tempo Brasileiro/Universidade de
Brasília. 1972.
19 Archè
interdisciplinar. Rio de Janeiro. Universidade Cândido Mendes.
1992.
20
Archetypon. Rio de Janeiro. Universidade Cândido Mendes. 1992.
21 BIB
Revista brasileira de informação bibliográfica em ciências
sociais. Rio de Janeiro. ANPOCS. 1977.
22 *
BNDES setorial. Rio de Janeiro. Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social. 1995.
23
Boletim Banco Central do Brasil. Brasília. Banco Central.
24 *
Boletim de conjuntura. Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada.
25 *
Boletim de finanças públicas. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada. 1997.
26 *
Boletim de integração latino-americana. Brasília. Ministério das
Relações Exteriores. 1991.
27 *
Boletim de política industrial. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada.
28
Boletim DIEESE. São Paulo. Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Sócio-Econômicos.
29
Boletim do Centro de Memória da Unicamp. Campinas. Universidade
Estadual de Campinas.
1989.
30
Boletim do Museu Nacional. Rio de Janeiro. 1942.
31
Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi: série antropologia.
Belém. 1984.
32 *
Boletim mercado de trabalho. Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada. 1996.
33 *
Brazilian electronic journal of economics. Recife. Universidade
Federal de Pernambuco. 1997.
34
Caderno CRH. Salvador. Universidade Federal da Bahia. 1987.
35
Caderno de ciências sociais. Belo Horizonte. Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais. 1991.
36
Caderno de história. Vitória. Universidade Federal do Espírito
Santo. 1977.
37
Caderno espaço feminino. Uberlândia. Universidade Federal de
Uberlândia.
38
Cadernos AEL. Campinas. Arquivo Edgar Leuenroth da Universidade
Estadual de Campinas. 1992.
39 **
Cadernos CEDES. Campinas. Centro de Estudos Educação e Sociedade
(CEDES).
40
Cadernos de antropologia e imagem. Rio de Janeiro. Universidade
do Estado do Rio de Janeiro. 1995.
41
Cadernos de campo. São Paulo. Universidade de São Paulo.
1991.
42 *
Cadernos de ciência e tecnologia. Brasília. Embrapa.
1984.
43
Cadernos de estudos sociais. Recife. Fundação Joaquim Nabuco.
1985.
44
Cadernos de pesquisa. São Paulo. Fundação Carlos Chagas. 1971.
45
Cadernos de sociologia. Campinas. Universidade Estadual de
Campinas. 1996.
46
Cadernos do CEAS. Salvador. Centro de Estudos e Ação Social.
1969.
47
Cadernos do ISER. Rio de Janeiro. Instituto Superior de Estudos
de Religião. 1974.
48
Cadernos IPPUR. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Rio de
Janeiro. 1987.
49
Cadernos Pagu. Campinas. Universidade Estadual de Campinas.
1993.
50 *
Cena internacional. Brasília.
Universidade de Brasília. 2001.
51 **
Ciência da informação. Brasília. Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia.
52
Ciência e cultura. São Paulo. Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência. 1949.
53
Ciência e trópico. Recife Fundação Joaquim Nabuco. 1973.
54
Ciência hoje. Rio de Janeiro. Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciëncia. 1982.
55
Civitas: revista de ciências sociais. Porto Alegre. Pontifícia
Universid Católica do Rio Grande do Sul. 2001.
56
Comunicação e política. Rio de Janeiro. Centro Brasileiro de
Estudos Latino-Americanos.
57 * Como
vai a população brasileira? Rio de Janeiro. Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada. 1995.
58
Conjuntura econômica. Rio de Janeiro. Fundação Getúlio Vargas.
1947.
59 *
Conjuntura online. Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada. 1999.
60 *
Conjuntura política. Belo Horizonte. Universidade Federal de
Minas Gerais.
61
Contemporaneidade e educação. Rio de Janeiro. Instituto Estadual
de Cultura e Educação Continuada. 1996.
62
Contexto internacional. Belo Horizonte. Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais. 1985.
63
Crítica marxista. São Carlos. Universidade Federal de São
Carlos. 1994.
64 *
CSOnline: revista eletrônica de ciências sociais. Juiz de Fora.
Universidade Federal de Juiz de Fora. 2001.
65
Cultura Vozes. Petrópolis. Editora Vozes.
1992.
66 **
Dados: revista de ciências sociais. Rio de Janeiro. IUPERJ.
1966.
67
Economia e sociedade. Campinas. Universidade Estadual de
Campinas. 1992.
68 **
Educação & sociedade. Campinas. Centro de Estudos Educação e
Sociedade (CEDES).
69 **
Educação e Pesquisa. São Paulo. Universidade de São Paulo.
|